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PORQUÊ DESCOMPLICAR A DOR?

DESCOMPLICAR A DOR

A Dor é algo que todos vivenciamos em algum momento da nossa vida. É inevitável. Das dores de crescimento, às dores de parto, às pancadas e joelhadas nas correrias no jardim, aos dedos entalados na porta, à dor causada por uma doença, das dores que não se sentem, às passageiras e às que perduram. Seja qual for a nossa dor há algo comum a todas – a vontade que acabe depressa e a necessidade que compreendam a nossa dor.

Mas será que nós próprios compreendemos verdadeiramente a nossa dor? Bastará ter dor para realmente a compreender e, acima de tudo comunicá-la da forma mais adequada? (entenda-se, a forma mais adequada como aquela que nos permite de de um modo o mais fidedigno e claro explicar o que sentimos e experienciamos).

A verdade é que podemos compreender o que é a dor sem a sentir. Mas a dificuldade em compreendê-la surge verdadeiramente quando a sentimos e nos vimos confrontados com a necessidade de a explicar e tratar.

Tal como refere a Dra. Iuri Correia, médica especialista em medicina interna, e uma das interlocutoras do tema de lançamento desta ação, a dor não é simples e nunca é igual. Muda ao longo do tempo e de pessoa para pessoa. Não é apenas uma sensação física. A dor muda a maneira como nos sentimos, o nosso humor, o nosso comportamento e muitas vezes o nosso trabalho e as relações sociais”. E acrescenta: “Para que a dor não cause mais dores ainda, temos de a conhecer e dar a conhecê-la. Esta iniciativa, Descomplicar a Dor, tem o objetivo de facilitar e sensibilizar médicos e doentes a falar sobre a dor e todas as suas vertentes.Conhecer a dor é o primeiro passo para a combater. E quanto mais cedo melhor”.

A maior parte dos profissionais de saúde reconhecem nos problemas de comunicação um dos principais obstáculos no processo de tratamento e prevenção da dor.

 

MAS AFINAL O QUE É O “DESCOMPLICAR A DOR”?

Trata-se de uma ação que visa colmatar exatamente a barreira da comunicação. Com os profissionais de saúde e connosco próprios. Esta é uma ação de literacia sobre a dor, na qual profissionais de saúde ligados ao universo da dor vão abordar diversos temas, desafios e contextos da dor de forma descomplicada, bem como vão esclarecer alguns mitos e ideias erradas sobre a dor, as quais são muitas das vezes em si próprias geradoras de muita dor.

Como refere o Dr. José Romão, coordenador da Unidade de Dor do Centro Hospitalar do Porto que,  assume também a coordenação cientifica desta ação, “vamos através das novas formas de comunicação esclarecer conceitos, partindo de conhecimentos corretos do ponto de vista científico e recorrendo a uma linguagem acessível. Deste modo, acreditamos poder contribuir para melhorar a qualidade de vida de quem padece de dor e simultaneamente ajudar a prevenir situações de dor inútil.”

 

COMO VAMOS DESCOMPLICAR?

Através de pequenos vídeos e infografias nos quais profissionais de saúde de diferentes especialidades do universo da dor vão ao longo dos próximos meses, descomplicar questões e desafios ligados aos temas:

  • A dor é toda igual?
  • Comunicar bem para avaliar melhor.
  • Dor e emoção.
  • Dor e sexualidade.
  • Dor e o comprimido mágico.
  • Dor e movimento.
  • Dor e trabalho.
  • Dor e alimentação.

 

DESCOMPLICANDO, ESTA AÇÃO VISA DAR:

  • Foco ao  descomplicar e desmistificar conceitos associados ao que é a Dor e apresentar ferramentas simples e práticas para que a comunicação e a prevenção da Dor possam acontecer de forma clara, eficiente e eficaz.
  • Ferramentas para todos: Através de curtos vídeos e infografias que criam uma base de conteúdos que vai permitir que todos tenhamos mais consciência dos comportamentos e táticas que podem ajudar a prevenir a dor e, junto das pessoas com dor irá ajudar a criar uma base de confiança em si própria, na sua capacidade de participação e ação e, na sua relação com os profissionais de saúde.
  • Ferramentas para os profissionais de saúde: Junto dos profissionais de saúde iremos promover um sentimento de participação, proximidade e aplicabilidade prática e relevante do conhecimento no dia-a-dia do doente.

Compreender o que é a dor é empoderar-nos para uma experiência em que somos nós que gerimos a nossa dor e não a dor a gerir a nossa vida.

“A dor é um fenómeno complexo e desagradável, em certas circunstâncias útil para a manutenção da nossa integridade física, mas muitas vezes sem qualquer utilidade”, conclui José Romão. Estima-se que 36,7% da população adulta (maior de 18 anos) tenha dor. A incapacidade associada a esta doença afeta diretamente a vida pessoal, familiar, social e profissional dos doentes.

A Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED) tem desenvolvido ao longo dos anos diversas iniciativas destinadas ao público com vista a que se compreenda melhor o que é a dor e como pode ser abordada de modo a permitir uma melhoria da qualidade de vida para quem dela padece.

Esta iniciativa tem o apoio da Grunenthal, Bene Farmacêutica, Menarini Portugal e Angelini Pharma.

 

A DOR É TODA IGUAL?

Em algum momento já todos sentimos dor e quando acontece parece sempre algo que só nós compreendemos. Será que é assim mesmo? Ou será que a dor é toda igual? É isto e muito mais que estaremos a descomplicar ao longo do mês de novembro no nosso canal de Youtube APED, FB  e Instagram.

Alguns conceitos que iremos abordar:

  • Para que serve a dor?
  • A dor pode ser vista ou só sentido?
  • Que tipos de dor existem?
  • Como sentem a dor as crianças e os jovens?

 

Conheça os profissionais de saúde que vão estar a descomplicar

JOSE ROMAO

“A dor é algo inerente à nossa condição de seres humanos. Embora ela seja útil a maior parte das vezes há circunstâncias em que não representa qualquer vantagem.”

IURI CORREIA

 “Para que a dor não cause mais dores ainda, temos de a conhecer e dar a conhecê-la.”

CLARA ABADESSO

"A correcta abordagem da dor é um direito de todas as crianças. Os pais trabalhando com os profissionais de saúde são os melhores defensores desse direito!"