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Sobre a dor

De acordo com a International Association for the Study of Pain, a dor é uma experiência multidimensional desagradável, envolvendo não só um componente sensorial mas também um componente emocional, e que se associa a uma lesão tecidular concreta ou potencial, ou é descrita em função dessa lesão.

Isto significa que: a dor não é apenas uma sensação mas sim um fenómeno complexo que envolve emoções e outros componentes que lhe estão associados, devendo ser encarada segundo um modelo biopsicossocial; a dor é um fenómeno subjetivo, cada pessoa sente a dor à sua maneira (da minha dor só eu sei); não existem ainda marcadores biológicos que permitam caracterizar objectivamente a dor; não existe relação direta entre a causa e a dor; a mesma lesão pode causar dores diferentes em indivíduos diferentes ou no mesmo indivíduo em momentos diferentes, dependendo do contexto em que o indivíduo está inserido nesse momento; por vezes existe dor sem que seja possível encontrar uma lesão física que lhe dê origem.

Cada Ano, a IASP foca um aspeto diferente da Dor, explorando as suas implicações globais.

São assim produzidas anualmente "fact sheets" traduzidas em várias línguas, entre outras publicações, além de eventos relacionados com o tema escolhido, que pretendem aprofundar os conhecimentos sobre o mesmo.

A APED aconselha os documentos emanados pela DGS, sobre a utilização de Medicamentos Opióides Fortes na Dor Não Oncológica, assim como a Norma de Orientação Clínica para Tratamento da Dor Neuropática Localizada.

Coincidindo com a comemoração do 5º Dia Nacional de Luta Contra a Dor, a Direção Geral de Saúde publicou, no dia 14 de Junho de 2003, uma circular normativa que institui a “Dor como 5º Sinal Vital”.

Sendo o resultado de uma proposta da Comissão de Acompanhamento do Plano Nacional de luta Contra a Dor, e uma aspiração antiga da Associação Portuguesa para o Estudo da Dor, a equiparação da dor a 5º sinal vital significa, concretamente, que se considera como boa prática clínica, em todos os serviços prestadores de cuidados de saúde, a avaliação e registo regular da intensidade da dor, à semelhança do que já acontece há muitos anos para os 4 sinais vitais, nomeadamente a frequência respiratória, frequência cardíaca, pressão arterial e temperatura corporal.

A DGS (Direção Geral de Saúde) emitiu várias orientações técnicas sobre a avaliação e o controlo da dor nas crianças, em diferentes contextos e diferentes idades, disponibilizadas para download.

A DGS (Direção Geral de Saúde) emitiu orientações técnicas sobre o controlo da dor crónica na pessoa idosa, disponibilizadas para download.

O Plano Estratégico Nacional de Prevenção e Controlo da Dor (PENPCDor), aprovado a 30 de Outubro de 2013, sucede agora o anterior Plano Nacional de Controlo da Dor e pretende dar continuidade aos objetivos que presidiram à criação deste último, muitos dos quais mantém plena atualidade.

Apresenta-se uma listagem de várias guidelines, informativa, não exaustiva, selecionada por tema e data de publicação, que são da exclusiva responsabilidade dos seus autores, declinando a APED qualquer responsabilidade sobre a acuidade ou correção da informação apresentada.